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NOTÍCIAS: 43% dos alunos correm risco de se viciar em smartphone





Publicada em 30/05/2017

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu que 43% dos 415 alunos avaliados apresentam risco de desenvolver dependência de smartphone. O vício, caracterizado pelo uso cada vez maior do aparelho e pela manifestação de sintomas de abstinência em caso de falta de acesso, como irritação e inquietude, pode estar associado também a abuso de álcool, depressão e ansiedade. O objetivo do estudo, divulgado nessa segunda-feira (29), é elaborar formas de prevenção e tratamento da dependência.

Para a realização da pesquisa, professores e estudantes do Centro Regional de Referência em Drogas da universidade adaptaram um questionário feito em Taiwan para utilização no Brasil. A ferramenta tem 26 tópicos e serve para identificar o risco de dependência do smartphone. As questões abordam, por exemplo, se o usuário consegue fazer uma refeição sem usar o telefone.

O questionário foi aplicado entre março e junho do ano passado a 415 alunos de diferentes cursos de graduação, escolhidos por acaso. Quase metade dos estudantes (178) respondeu “sim” a sete ou mais questionamentos, o que indica risco maior de dependência. Eles foram avaliados por psiquiatra, e 33% (58) receberam diagnóstico de dependência.

“A maioria é mulher, que tende a ser mais dependente de redes sociais, solteira e de renda familiar alta ou média”, disse a professora Julia Khoury, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina, uma das autoras do estudo. “O que diferencia as pessoas em dependência é que elas fazem uso cada vez maior do celular e têm sintomas de abstinência e se sentem mal quando estão afastadas do smartphone. Elas tendem a reduzir relacionamentos interpessoais e outras atividades e têm a produtividade no trabalho, na escola e no esporte prejudicada”.

Segundo Julia, a pesquisa identificou que a dependência de smartphone está associada a abuso de álcool, depressão, fobia social, transtorno de ansiedade e alta impulsividade, entre outros. “Ainda não sabemos o que é causa ou consequência, mas acreditamos, sim, que as pessoas tendem a se isolar e a deixar de realizar outras atividades que faziam antes, o que favorece o surgimento de depressão e de sintomas de ansiedade”, pontuou.

O estagiário de direito Felipe Machado, 23, se considera totalmente dependente. Ao acordar, antes de sair da cama, ele checa as redes sociais, e só consegue dormir de madrugada. “Meu desempenho na faculdade caiu demais, não tenho concentração para estudar nem paciência para ler um artigo inteiro sem abrir o Facebook”, disse. Ele não fez parte da pesquisa da UFMG.

Sequência

Saúde. A pesquisa deve continuar por mais quatro anos. Os alunos serão acompanhados, e o questionário será aplicado a pessoas de fora da UFMG. As questões identificam o risco; o diagnóstico é médico.


SAIBA MAIS

Perfil. Um estudo feito pelas Universidades de Yale e da Califórnia, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas que usam o Facebook o tempo todo são mais tristes e menos saudáveis. Já o WhatsApp, segundo estudo da Universidade de Haifa, em Israel, contribui de forma positiva para a vida dos usuários, ajudando-os a se comunicar melhor.

Ajuda. Não há política pública de dependência de smartphone, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Na UFMG, o Ambulatório de Dependências Químicas e Comportamentais atende pacientes com qualquer tipo de dependência. Na PUC e na Una, as clínicas de psicologia não têm trabalho específico.


OBSERVAÇÃO

É importante ouvir a família quando há alerta sobre uso

A dependência de smartphone, a ansiedade e a irritação provocadas pela abstinência ainda não têm tratamento específico. O mais importante, segundo especialistas, é manter-se alerta quanto ao uso crescente do aparelho, que pode causar sensações e sintomas de abstinência semelhantes aos das drogas.

“Os comentários e as curtidas em postagens nas redes sociais atuam no sistema de recompensa do nosso cérebro como as drogas, causando um prazer, e queremos sentir essa sensação cada vez mais”, disse a professora da UFMG Julia Khoury.

Segundo ela, é importante escutar quando familiares alertam sobre a dependência. “Quando se propõe a deixar de usar e não consegue, quando está dirigindo ou precisa estudar e, mesmo assim, usa, tudo isso serve de alerta”, pontuou. Julia explica que não há tratamento específico para a dependência, mas o usuário pode procurar um psiquiatra, que pode indicar medicamentos para o tratamento de doenças associadas, como a depressão, ou indicar fazendas terapêuticas, em que as pessoas ficam afastadas da tecnologia até superar os sintomas de abstinência.

De acordo com a professora e coordenadora de psicologia da Una Contagem, Camila Fardin Grasseli, os sintomas de abstinência de smartphone também são semelhantes aos das drogas. “Irritação, ansiedade, distúrbios de sono e dificuldades de relacionamento pessoais são comuns”, afirmou. Usar muito, no entanto, não significa ser dependente. “A questão é o lugar que o aparelho ocupa na vida da pessoa”.(RM)

 

 

Fonte: O Tempo

 

 

 

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