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NOTÍCIAS: Meio milhão de alunos estão sem aulas em Minas




Secretaria de Estado de Educação afirma que 1.051 escolas estão paradas

Publicada em 17/03/2017

“Queremos dignidade”, disse a O TEMPO a professora da rede estadual de ensino Léia Andrade Silveira, 48, que há 20 leciona geografia em uma escola da zona Leste da capital. Convocados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professores municipais e estaduais de Belo Horizonte e região metropolitana aderiram a uma paralisação completa na última quarta-feira, em protesto contra a reforma da Previdência, que prevê alterações nas regras de aposentadoria do brasileiro.

Ao final do dia dessa quinta-feira (16) 1.051 escolas estaduais de Minas Gerais começaram uma greve, parcial ou completa, segundo informações da Secretaria de Estado de Educação (SEE). No total, mais de meio milhão de alunos da rede estadual ficaram sem aula nessa quinta (16). No âmbito municipal, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que 14 escolas estavam completamente paralisadas em Belo Horizonte (7%) – a pasta não teve acesso aos números de adesão parcial. O número de alunos afetados também não foi informado.

Com o plano de prestar vestibular para engenharia civil no fim do ano, o estudante da rede municipal de ensino Igor da Silva Moraes, 17, contou ter ido a uma das manifestações em apoio aos professores. “Não é só por eles. Nós todos seremos afetados. Mas você entra em uma escola pública e tem vontade de chorar com as condições. Ninguém merece trabalhar como eles trabalham”, disse. Posição diferente tem a mãe de Igor, a empregada doméstica Marileine da Silva, 42. “É por isso que aluno de escola pública não passa no vestibular. É uma falta de respeito”, desabafou.

No caso dos trabalhadores da educação da rede estadual, as reivindicações vão além da reforma da Previdência. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), os acordos feitos pelo governo de Minas Gerais com a categoria não foram cumpridos. Dentre eles estão reivindicações como o reajuste do piso salarial e o descongelamento da carreira dos profissionais.
Sobre o piso salarial, o governo do Estado admitiu não ter atingido a regulamentação referente ao novo reajuste, de 7,64%, feito pelo Ministério da Educação (MEC) em janeiro deste ano, mas garantiu estar avaliando uma forma de implantá-lo.

Por telefone, o secretário de Estado de Governo, Odair José da Cunha, afirmou que nenhum acordo foi descumprido por parte do Estado. “Todos os nossos pontos tratados com a categoria estão sendo mantidos. Mesmo em um quadro econômico adverso, estamos priorizando investimentos na Educação”, afirmou.

No âmbito municipal, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede-BH) informou que a atual paralisação diz respeito unicamente à reivindicação nacional, mas uma pauta com demandas exclusivas deve ser encaminhada ao prefeito Alexandre Kalil (PHS) em breve. Por meio de nota, a Smed informou que uma data de reposição das aulas será definida no calendário municipal.

Salas vazias

Balanço. No Estado, 368 escolas estão completamente paralisadas e 683 parcialmente paradas, com 535.274 alunos afetados. Na capital, 7% das escolas estão completamente paralisadas.


Reivindicações

* Professores estaduais
- Não aprovação da Reforma da Previdência
- Reajuste do piso salarial:
em janeiro, o Ministério da Educação corrigiu em 7,64% o piso nacional
- Descongelamento da carreira dos profissionais
- Realização de novos concursos

* Professores municipais
- A principal é a não aprovação da Reforma da Previdência, mas eles estudam outras pautas, como a equiparação de salários e o cumprimento de 1/3 da jornada de trabalho para plano de ensino


Professores protestam em Contagem

Na tarde dessa quinta-feira (16), professores de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, se reuniram na praça da Cemig em ato contra a reforma da Previdência.

A Transcon – companhia de trânsito de Contagem –, informou que cerca de 500 pessoas participaram da manifestação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindrede-BH) e pelo Sindiute de Contagem. (MN)

 

Fonte:O Tempo

 

 

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