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NOTÍCIAS: Leishmaniose cresce 62% e chega a novas áreas em Minas




Foram registrados 318 casos em humanos em 2013 e 512 em 2016; número de mortes aumentou 41%

Publicada em 14/03/2017

A leishmaniose é uma doença que se manifesta principalmente nos cães e, para a maioria, o diagnóstico representa a eutanásia. Mas a enfermidade também vem crescendo em humanos. Nos últimos três anos, os indicadores subiram em Minas, passando de 318 casos em 2013 para 515 no ano passado, um aumento de 62%. O número de mortes também teve um salto, de 41% (34 para 48).

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), há uma tendência de crescimento da doença e também de surgimento de pessoas infectadas em áreas que não tinham esse tipo de registro. Até agora, ao menos 12 cidades em seis macrorregiões de saúde registraram surtos em 2016, como Padre Carvalho, na área de Montes Claros, ambas no Norte de Minas, e Baldim, ligada a Sete Lagoas, na região Central.

Os novos casos estão em municípios que não apresentaram casos humanos de leishmaniose visceral entre 2011 e 2015 e que tiveram notificação no ano passado. A SES informou que não tem um mapeamento completo dessas novas áreas porque cabe aos municípios identificar e avaliar o grau de proliferação. “O cenário da leishmaniose visceral em Minas é diversificado, tendo em vista sua extensão territorial e características ambientais, climáticas, econômicas e sociais”, informou o órgão.

Em Belo Horizonte, o número de pessoas infectadas se mantém estável desde 2014, com 41 registros em 2016 e seis mortes. A região Nordeste é que teve maior incidência: dez casos e um óbito no mesmo ano. Já em cães, dos 2.957 exames realizados para detectar a leishmaniose neste ano, 557 (18,8%) deram positivo.

Prevenção. Segundo o professor de veterinária da Uni-BH e vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas (CRMV-MG), Bruno Divino, a estimativa é que 30% da população canina tenha leishmaniose. O cão não passa a enfermidade diretamente para humanos. O transmissor é o mosquito-palha, que introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Se picar um cão infectado e depois uma pessoa, está feita a transmissão.

O controle hoje da doença vem sendo matar o cão, já que o tratamento custa caro e não é fornecido pelo poder público. Mas a prevenção deveria ser a principal forma de combate. “É preciso controlar o vetor (mosquito). A aplicação de inseticida hoje é muito pontual. Deveria ter fumacê em horários de circulação do mosquito, limpeza de terrenos, distribuição de coleiras repelentes, etc. O controle populacional de cães, com castração, também é importante”, concluiu o professor.


Eutanásia

Onze cães são mortos diariamente

Por dia, 11 cães em média são sacrificados em decorrência da leishmaniose em Belo Horizonte. [NORMAL_A]No ano passado, foram 4.202 cachorros, conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), um aumento de 24% em relação a 2015, quando 3.387 passaram pela eutanásia.

Jack, um labrador chocolate de 9 anos, poderia ser mais um na lista. Mas ele venceu a doença com o uso de medicamentos. “Recomendo a todo mundo que não sacrifique logo de cara. Que procure orientação com bons profissionais”, disse o jornalista e dono do Jack, Felipe Ribeiro, 3</CW>2.

Preço. Enquanto o poder público gasta cerca de R$ 50 com o diagnóstico e R$ 200 com a eutanásia, os remédios não saem por menos de R$ 1.000 e não são custeados pelo governo.
A técnica em edificações Naiara Mendes, 19, não teve opção. No meio do passado, teve que sacrificar seus dois cães, Tobby e Nega, ambos vira-latas que ela havia acolhido da rua. “Eles eram muito grudados comigo”, conta a jovem. Quando descobriu a doença, eles estavam bem, só a Nega tinha feridas na orelha. “Disseram que a única opção era a eutanásia. É horrível ter que escolher matar seu cão. Deveria haver tratamento mais barato”, disse. (LC)

Serviço

CCZ. BH tem um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) na rua Edna Quintel, 173, bairro São Bernardo, que faz recolhimento e avaliação de animais em situação de rua, mediante solicitação da população no 3277-7413.


Saiba mais

Tratamento. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou em setembro passado o remédio milteforan para o tratamento em cães.

O Ministério da Saúde, porém, não preconiza o tratamento no combate à doença, mas sim a eutanásia dos animais. O órgão faz a distribuição dos kits para diagnóstico e inseticidas aos municípios. Segundo a prefeitura da capital, não é feita a distribuição de coleiras repelentes nem fumacê nos bairros, mas, sim, aplicação de veneno em residências.

Humanos. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. A doença tem cura e tratamento no SUS. Os principais sintomas são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento e anemia.

 

Fonte: O Tempo

 

 

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