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NOTÍCIAS: Número de mamografias cai e cobertura não chega a 40%




Em 2014 e 2015 no Estado, 45% das mulheres de 50 a 69 anos fizeram o exame; em 2016, foram 39,8%

Publicada em 13/03/2017

Todo mês de outubro, o Brasil se veste de rosa para lembrar às mulheres a importância de se prevenir contra o câncer de mama. Mas, no restante do ano, não é feito o suficiente para cumprir as metas de realização de mamografia, principal método para diagnosticar a doença. A recomendação do Ministério da Saúde é que toda mulher dos 50 aos 69 anos faça o exame a cada dois anos. Porém, no Sistema Único de Saúde (SUS) de Minas Gerais, a cobertura não chegou a 40% no ano passado e caiu cinco pontos percentuais em relação a 2015 e 2014. Quanto mais cedo o diagnóstico da doença, maior a chance de cura.

A meta era realizar 876,3 mil mamografias em 2016, mas foram feitas 349,2 mil, 44,3 mil a menos que no ano anterior. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o parâmetro de cobertura de exame de mamografia deve ser acima de 70%, índice ainda distante da realidade do Estado e do Brasil.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Sociedade Brasileira de Mastologia mostrou que a curva de crescimento apresentada nos últimos anos foi alterada por uma queda acentuada em 2016. O Distrito Federal tem a situação mais grave: a cobertura foi de 14,2% em 2013 e 16% em 2014 para 1,7% em 2015 (último ano avaliado), situação pior que as do Acre (6,1%) e do Amapá (3,9%).

Investimento. “A queda é puramente por questão de investimento. Cumprir a meta implica ter equipamento, custo com filme, profissional técnico que realiza o exame, médico para atender a mulher, rede para deslocamento do paciente, manutenção etc.”, avalia o diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia, Clécio Lucena.

A máquina de mamografia custa entre R$ 400 mil a R$ 500 mil, diz ele, mas, além disso, tem o custo operacional. “Não precisa ter o aparelho em toda cidade, mas as cidades-polo, de médio porte, precisam ter para receber os pacientes de municípios pequenos”, disse.

Minas, embora esteja muito aquém da meta de 70% de cobertura, ainda é um dos Estados com o maior índice. Porém, analisados os dados por região do território mineiro, a realidade é outra. A região de Saúde Centro-Sul, que inclui Belo Horizonte, consegue atingir mais de 50% das mulheres, a maior taxa de todas, mas o Triângulo Mineiro, que é dividido em Norte e Sul, e a região Oeste têm índices abaixo de 30%.

“Com certeza, a situação inclui pacientes do interior que estão com o pedido médico para a realização do exame, mas aguardam encaminhamento do município”, completou Lucena.

 

Números

58 mil casos de câncer de mama são registrados por ano no país.

95% de chance de cura tem o tumor quando é menor que 1 cm.


Capacidade acima da demanda

Enquanto a Secretaria de Estado de Saúde (SES) trabalha para ampliar o número de mamógrafos em áreas onde não há tecnologia, a capital está com estrutura ociosa. Em fevereiro, até o dia 23, haviam 845 pacientes aguardando o exame, diante de uma capacidade de oferta média de 6.000 a 7.000 testes por mês. “Os dados de mamografia de Minas Gerais não refletem a realidade de Belo Horizonte”, declarou a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), que tem atingido cerca de 50% das mulheres de 50 a 69 anos, que devem realizar o exame a cada dois anos.

Apesar da diferença, o número de mamografias ainda está abaixo do recomendado. (LC)


Saiba mais

Oficial. Tanto a Secretaria de Estado de Saúde (SES) quanto o Ministério da Saúde atribuem a queda no número de mamografias a falhas no sistema de registro de informações sobre câncer do governo, e não a problemas de estrutura dos serviços.

Mamógrafos. Segundo a SES, existem 200 mamógrafos no Estado, um para cada grupo de 105 mil habitantes, o que supera a norma do Ministério da Saúde – que é de um para 240 mil.

Interior. A SES declarou que pretende reorganizar a rede, levando unidades móveis de diagnóstico do câncer aos locais chamados de “vazios assistenciais”, em 12 regiões de saúde do Estado, como Formiga, Nanuque e Unaí.

Histórico. Em março de 2011, o governo Dilma Rousseff lançou um programa de combate ao câncer de mama e do colo do útero. A meta era investir R$ 4,5 bilhões em ações de prevenção, como a compra e manutenção de mamógrafos. O Ministério da Saúde não informou os resultados da medida, mas disse que o número de mamógrafos é adequado e que foram feitos 4 milhões de exames em 2016.


Hábito do exame ajuda na prevenção

A recomendação para que mulheres entre 50 e 69 anos façam a mamografia a cada dois anos ainda esbarra na vontade delas de realizar o exame. Muitas vezes, elas precisam de orientação e incentivo. A técnica em enfermagem Denise Gonçalves Martins Dantas, 55, foi convidada pelo plano de saúde a fazer o exame no ano passado, o que também deveria ocorrer pelo SUS.

Ela aceitou o chamado e descobriu que tinha um nódulo no seio, mas que não era maligno. O médico aproveitou a ocasião para pedir outros exames e descobriu um tumor no ovário. “Prevenção é tudo, salva vidas”, disse Denise, que precisou tirar os ovários e o útero e ainda faz quimioterapia. (LC)

 

Fonte: O Tempo

 

 

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