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NOTÍCIAS: Brasileiras aderem à greve internacional e cruzam os braços neste Dia da Mulher




Quarenta e seis países participam do ato e mais de 360 cidades terão paralisações

Publicada em 08/03/2017

“Se nossas vidas não importam que produzam sem nós”: esta é umas das frases para chamar brasileiras para aderirem à Greve Internacional das Mulheres, que acontecerá neste 8 de março (Dia Internacional da Mulher). Mulheres de 46 países, como Argentina, Brasil, Estados Unidos e Suíça, se uniram para se manifestar contra a violência de gênero, a lógica da exploração e a desvalorização do trabalho feminino. De acordo com o site internacional oficial do movimento, estão previstos para hoje atos e adesão à greve em mais de 360 cidades do mundo. 

Segundo os dados da pesquisa "Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça", divulgados na última segunda-feira (6), pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), as mulheres trabalham, em média, 7,5 horas a mais do que os homens por semana.

Isso se dá pela união do trabalho doméstico com o profissional: 94% das mulheres que recebem até um salário mínimo (R$ 937) também se dedicam às tarefas do lar, enquanto o percentual para as que recebem mais de oito salários mínimos (mais de R$ 7.496) por mês é menor — 79,5%.

Por causa de questões como essa, a organizadora da greve em São Paulo Marina Costin Fuser conta que a ideia de trazer o movimento para o Brasil partiu de uma conversa com amigas depois que a filósofa Angela Davis convocou mulheres do mundo inteiro via internet. A organização é composta por mulheres de todo o País e, segundo Marina, muitas dizem que querem cruzar os braços, mas não o farão por causa do impacto que teria dentro do ambiente profissional.

— Muita gente não vai conseguir parar de trabalhar no dia 8, mas a greve pode ser simbólica. Essa parada pode parecer inexpressiva do ponto de vista numérico, mas mostra que existe uma preocupação sobre a causa da mulher.

Para as mulheres que não puderem deixar de trabalhar nesta quarta-feira, há outras formas de aderir ao movimento como utilizar uma peça de roupa ou acessório nas cores violeta, lilás e roxo; colocar uma bandeira roxa na janela de casa, parar com as tarefas domésticas por um dia, parar as atividades das 12h30 às 13h30 (chamada de Hora M) e conversar com colegas sobre as desigualdades enfrentadas pelas mulheres. 

Quem vai parar?

A funcionária da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) Diana Assunção não irá trabalhar na quarta-feira. Para ela, este Dia Internacional da Mulher “não pode ser um 8 de março qualquer”.

— Tomei a decisão de querer ser parte da paralisação, porque isso dá respaldo para outras pessoas poderem participar. No meu caso, eu conto com o apoio do sindicato. É necessário exigir que os sindicatos ajudem o movimento para que as mulheres não fiquem sozinhas na luta.

Diana conta que haverá uma paralisação na USP, com participação de funcionárias, professoras e estudantes da universidade. Elas pretendem parar a passagem de trânsito como forma de protesto a partir das 11h.

— A greve é uma forma contundente de mostrar a força das mulheres não só nos atos de rua, mas paralisando a produção. Eu acho que vai haver um impacto forte se as mulheres conseguirem se unir num feminismo que beneficie a maior parte das mulheres: pobres, trabalhadoras e que tem mais necessidades.

As co-fundadoras da Rede Maternativa Ana Laura Castro e Camila Conti também irão aderir à greve. A equipe fixa da empresa é composta só por mulheres e nenhuma delas irá ao escritório na data. As empreendedoras buscam mobilizar toda a rede, que é composta por 16 mil mães.

— Acreditamos na importância e na necessidade de paralisação como uma forma de dar visibilidade às questões que envolvem as mulheres, principalmente em relação ao mercado de trabalho. Também vamos paralisar todas as nossas atividades domésticas.

Homem branco ganha quase R$ 1.500 a mais por mês do que mulher negra no Brasil

Ana Laura e Camila afirmam que a violência doméstica e o feminicídio são as pautas do movimento que consideram mais urgentes, além dos direitos reprodutivos e o acesso a creches, um assunto fundamental para as mães.

— O impacto da greve será mostrar que as mulheres estão cada vez mais unidas e fortalecidas além de dar visibilidade para mais de 51% da população no Brasil, que é composta por mulheres. Não somos minoria. A sociedade precisa perceber o impacto da mulher e 8 de março não é mais dia de florzinha, é dia de luta e transformação, como sempre foi.

A técnica administrativa da UFABC (Universidade Federal do ABC) Priscilla Santos de Souza também lembra que o dia 8 de março é, originalmente, uma data de luta e que a greve voltará a reafirmar isto. Para ela, há um esforço de não simplificar o Dia Internacional da Mulher a um dia para se dar elogios às mulheres.

— Para mim, a greve não é opcional. Ela é o limite. Chegamos à greve, porque outros momentos de diálogo não deram certo.

Priscilla explica que, assim como as colegas da universidade, não irá trabalhar. Segundo ela, quando há algum tipo de arrocho, as mulheres são as primeiras a serem mandadas embora.

— Quem não gosta de greve é o patrão, quem quer dominar e já nos oprime. E quanto a isso, não há importância. Eles têm que entender que estamos nos organizando e estaremos cada vez mais nas ruas para barrar o retrocesso.

* Colaborou Giuliana Saringer, estagiária do R7

 

Fonte: R7.com

 

 

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