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NOTÍCIAS: Juros altos e inadimplência forçam queda de empréstimos




Consumidores buscam bicos, cortam supérfluos e atrasam contas antes de se endividarem

Publicada em 30/01/2017

QUEILA ARIADNE

Pegar um empréstimo para sair do sufoco não é nem de longe a medida mais adotada pelos belo-horizontinos, que, antes, cortam supérfluos, deixam de pagar alguma conta, sacam economias no banco e até fazem algum bico. Se em 2015 o crédito era opção para 22,3% das famílias na capital mineira, no ano passado caiu para 13,1%. Com mais gente precisando de dinheiro extra, o dado pode parecer contraditório, mas a queda está diretamente ligada ao aumento da inadimplência.

“Apesar de precisar do empréstimo, muitos já estão com o nome negativado e não têm mais acesso. Além disso, outra explicação para essa retração é o custo desse crédito, que ficou mais caro”, ressalta o economista da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG) Guilherme Almeida.

Segundo dados do Banco Central, o volume de recursos emprestado para pessoas físicas no país no ano passado caiu cerca de 9,5%. Foram R$ 19,2 bilhões em 2015, contra R$ 16,1 bilhões em 2016. “Um dos resultados da falta de acesso ao crédito pode ser observado na forma de pagamento. Temos mais gente pagando em dinheiro, seja por falta de condição ou por mais consciência mesmo”, destaca Almeida, referindo-se ao fato de o consumidor estar com o nome sujo ou simplesmente frear o consumo.

Para o professor de economia dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV)/ Faculdade IBS, Mauro Rochlin, o encolhimento da procura por crédito vai além da restrição no nome. “Primeiro, tem a ver com a perda da renda. As pessoas têm preferido reduzir o endividamento a fazer novas dívidas. A quantidade de pessoas que recorre a um empréstimo para tapar buraco é menor do que o grupo que recorre para comprar algo. Perder o emprego significa perder poder de compra e diminuir o consumo, que é o que sustentava o crédito.”

Se por um lado, a demanda por crédito caiu quase pela metade, por outro, o número de pessoas fazendo bicos triplicou de 3,1% para 9,4%, de 2015 para 2016. “Esse número revela que a situação do desemprego é ainda pior do que as taxas mostram. Essas pessoas não aparecem na lista de desempregados porque as pesquisas consideram só quem procurou emprego nos últimos 30 dias. E essas pessoas que estão fazendo bicos não são listadas como desempregadas”, afirma Rochlin.

O porteiro Washington Luiz Monteiro, 41, está em busca de uma segunda fonte de renda. “Tenho três filhas: de 6 anos, 1 ano e meio e 5 meses. Para equilibrar as contas, tive que cortar os supérfluos e trancar a faculdade de gestão de segurança pública. Quando a gente tem várias rendas, dá para administrar. Mas quando temos só uma, aí a gente tem que fazer mágica”, conta Monteiro. Ele disputa uma vaga de supervisor operacional de segurança.
 

Pagamento. Em 2015, 31,7% dos entrevistados pela Fecomércio-MG em Belo Horizonte preferiam pagar em dinheiro. Em 2016, o percentual subiu para 40,5%.

Ajustes

“Fui demitida após a licença-maternidade. Já estou trabalhando, mas, como meu salário caiu três vezes, tive que fazer ajustes. Mesmo assim, sou mais feliz.”
Tamara Cançado Moura
Assistente social

Ajuda do pai

“Estou há um mês procurando emprego, e o mercado está muito difícil. Cortei supérfluos e, quando as coisas apertam, conto com ajuda do meu pai.”
Gislaine Fanésio Moraes
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ATRASO

Até imposto tem ficado para depois

Em 2015, quando a Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG) fez a pesquisa sobre medidas adotadas quando o orçamento não fecha, deixar de pagar os tributos não foi citado por nenhum entrevistado. Já no ano passado, 2,2% afirmaram que essa era uma opção.

Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, de 2015 para 2016, a taxa de inadimplência do IPVA subiu de 4,7% para 5,3%. A multa por atraso pode chegar a 20% do valor devido, além dos juros.
Já no caso do IPTU, a inadimplência subiu de 13% para 15%, de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte. A multa varia de 1% a 5% do valor devido, além dos juros.

Fonte: O Tempo

 

 

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